Splendour of the Seas volta ao Brasil
Conforme anunciamos recentemente, o Splendour of the Seas voltará à América Latina na temporada 2007/2008. Porém, diferente do que informamos anteriormente, este navio retornará sim ao Brasil.
O Splendour of the Seas volta ao Brasil para a temporada 2007/2008 de cruzeiros marítimos, com saídas a partir de Santos. A Argentina também será contemplada com cruzeiros que vão de Buenos Aires a Valparaiso. Ao todo serão 12 saídas, mais as viagens transatlânticas. O anúncio foi feito oficialmente por Maria Sastre, vice-presidente da Royal Caribbean para AL e Ásia, que esteve no Brasil.
A Royal Caribbean e a Sun & Sea, representante da companhia no país, resolveram assumir pelo menos uma temporada do Splendour of the Seas por aqui, o que é uma mostra de confiança no mercado nacional e nos esforços para o incremento do turismo. Até 2007, as empresas esperam que as negociações com autoridades brasileiras avancem para permitir que a operação continue nas próximas temporadas.
O Splendour of the Seas, considerado um marco para o setor de cruzeiros marítimos no Brasil, foi o primeiro (e único) navio da Royal Caribbean a fazer viagens regulares pelo país durante duas temporadas seguidas (2000/2001 e 2001/2002). Em cada uma delas, a companhia movimentou cerca de R$ 22,3 milhões entre publicidade, taxas portuárias e contratação de pessoal para apoio nos embarques/desembarques. Foram também repassados mais de R$ 10 milhões para os agentes de viagens e, além disso, passageiros e tripulantes movimentaram a economia das cidades visitadas num montante estimado em mais de R$ 69 milhões.
Mas tudo isso não foi o bastante para o Brasil ‘segurar’ a Royal Caribbean por aqui - entraves burocráticos e legislativos fizeram a empresa se voltar para outros destinos a partir de 2003. A Normativa 66, criada para regulamentar o trabalho nos navios, foi alterada recentemente para exigir que no mínimo um terço dos tripulantes sejam brasileiros, a partir de 31 dias de operação da embarcação no país. Antes, a mesma regra determinava que 25% dos funcionários deveriam ser nacionais, a partir de 91 dias de operação. “Não há nenhum outro país no mundo que imponha condutas do gênero. Além disso, desde 2000 a falta de clareza da legislação de cabotagem também é um forte entrave”, diz Eduardo Nascimento, diretor geral da Sun & Sea.
No entanto, com a constatação do crescimento de mais de 500% do mercado de cruzeiros no país desde a primeira vinda do Splendour e a expectativa real de mudança de algumas regras até 2007, a Royal Caribbean resolveu insistir. “Hoje o setor está muito mais organizado, a fundação da Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas, a ABREMAR, é prova disso. Estamos também nos movimentando para a criação de um curso preparatório para funcionários de navios, para que se crie mão-de-obra suficiente, o que ainda não há”, continua Nascimento.
“Com a extensão de seu litoral, as boas condições meteorológicas (diferente do Caribe e Ásia) e as indiscutíveis belezas naturais e culturais, o Brasil tem potencial para ser um dos destinos mais atraentes e procurados pelas grandes companhias de cruzeiros do mundo”, afirma Maria Sastre. “Os impactos econômicos totais da atividade dos cruzeiros marítimos na temporada 2005/2006 no país geraram R$ 245,6 milhões de renda e a criação de 14,1 mil empregos*. Vale a pena insistir para colocar o Brasil definitivamente no mapa dos grandes investimentos da indústria de cruzeiros.”, completa Eduardo Nascimento.
*Fonte: Fipe-Usp
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