Piratas atacam navio de cruzeiro

Apesar de poder parecer ficção, esta notícia é real. No dia 05 de novembro de 2005 o navio Seabourn Spirit navegava pelo noroeste África banhado pelo oceano Índico, na costa da Somália quando foi atacado por dois pequenos barcos com homens armados.

O incidente ocorreu no início da manhã, por volta das 05:30. Alguns passageiros foram acordados com o barulho de tiros e explosões de granadas atiradas de lançadores, e outros pelo aviso do capitão Sven Erik Pedersen que solicitou que todos os passageiros fossem imediatamente para o Amundsen Lounge, ficando protegidos, longe de suas cabines externas e longe da área aberta do navio. O capitão também garantiu que faria tudo o possível para que os piratas não subissem a bordo.

A tripulação do navio iniciou imediatamente ações de proteção e ações evasivas utilizando armas sônicas, e os ocupantes dos dois pequenos barcos não tiveram como subir a bordo. O navio, então, saiu da área de risco.

O Seabourn Spirit tinha, no momento do ataque, 151 passageiros e 161 tripulantes. Destes, apenas um tripulante foi levemente ferido por estilhaços. O navio, que sofreu apenas arranhões na pintura e pequenos amassados que não comprometem sua estrutura, estava se dirigindo para Mombasa, no Quênia, o último destino de um roteiro de 16 noites que saiu de Alexandria, no Egito. O último destino foi mudado para Seixeles, ilha que se localiza longe da costa africana, geograficamente localizada em frente a Rwanda.

Este infeliz incidente deve afetar os cruzeiros que tem como destino cidades na costa africana. As empresas que tem navios que passam por esta região, como a própria Seabourn, a Princess, Peter Deilmann e a Silversea devem evitar estes locais por um bom tempo para a segurança de seus hóspedes.



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