Grand Voyager
O Grand Voyager é um pequeno navio com 24.391 toneladas que estará navegando em águas brasileiras pela primeira vez, dando aos seus passageiros a oportunidade de visitar ótimos destinos no país. Sua velocidade elevada lhe possibilitará fazer roteiros que nenhum outro navio poderá fazer.
O Grand Voyager tem uma piscina, um teatro, dois restaurantes e uma pizzaria, um cassino, uma danceteria, diversos bares, uma boate, academia e diversos outros ambientes, dando aos seus passageiros toda a comodidade que têm direito. Além das áreas públicas, outro chamariz deste navio são as suas cabines com janela “superpanorâmicas”.
O Navio
O Grand Voyager é um navio inaugurado em 2000 que pertencia à Royal Olympia Cruise Line, que o passou à Iberostar em dezembro de 2004.
Com apenas 24.391 toneladas, um comprimento de 180 metros, largura de 26 metros, e apenas 6 decks destinados aos seus hóspedes, este navio é um pequeno notável pela alta velocidade que pode alcançar, e com os itnerários que pode cumprir por esta característica. Este navio navega a uma velocidade média de 28 nós, e pode chegar à velocidade máxima de até 31 nós. Com capacidade para até 836 hóspedes distribuidos pelas suas 418 cabines - das quais 154 são standard, 212 de luxo e 52 são suítes -, o Grand Voyager abriga ainda 360 tripulantes. Cada um dos decks possui o nome de um deus mitológico.
Apesar de aparentemente modesto no quesito gastronomia, este navio pode surpreender quem nele viaja. No total existem três restaurantes: o Gran Restaurante Principal onde são servidas as principais refeições, o Garden Buffet no estilo self-service, e a Pizzeria para quem gosta de fazer lanches rápidos.
A diversão é levada a sério no Grand Voyager. Há uma piscina, diversas áreas para quem gosta de tomar banho de sol, um cassino, uma boate e uma sala de jogos. Para a noite ainda há o teatro, com um espetáculo diferente a cada dia.
Além dos locais já citados, o navio também possui uma galeria de lojas, diversos bares, uma academia, um salão de beleza, uma modesta biblioteca e uma sala destinada exclusivamente aos fumantes.
O Grand Voyager reserva uma outra excelente surpresa aos seus hóspedes, além da já comentada velocidade. Algumas cabines do deck Selene possuem o que é chamado de janela “superpanorâmica”; o vidro da janela vai do chão até o teto, não havendo parede (exceto para a divisão das cabines), possibilitando aos hóspedes uma belíssima vista do mar, mesmo sem a cabine possuir uma varanda. Esta categoria também é a única que possui uma banheira na cabine, além das cabines com varanda que também a possuem.
Curiosidades
· O Grand Voyager é o navio de passageiros mais rápido do mundo, técnicamente empatado no quesito velocidade com o Queen Elizabeth 2 e com o Queen Mary 2.
· A alta velocidade deste navio o permite ter itinerários que quase nenhum outro navio conseguiria cumprir.
· Quatro motores com potência de 13.000 cavalos (cada) permitem a este navio chegar a uma velocidade máxima de até 31 nós.
· O navio foi construído pelo estaleiro alemão Blohm + Voss e foi inaugurado em 2000 e entregue à Royal Olympia Cruise Line. O nome original deste navio era Olympia Voyager.
· Este navio (quando se chamava Olympia Voyager) já esteve no Brasil em 2003, quando fazia viagens de Fort Lauderdale até Manaus.
· Em dezembro de 2003 a Royal Olympia Cruise Line faliu, e em 2004 o navio foi vendido para a Iberojet, sua atual proprietária.
3/03/2008 às 23:55
O Sr. Luis Fernando Setem, está totalmente correto em suas colocações é porque se ele soubesse a verdade talvez não embarcasse no Grand Voyager ….
falo isso porque logo que embarquei no navio e subi no DECK da piscina e pedi uma cerveja, o sujeito serviu e nem olhou na minha cara, os tripulantes com raras excessões, estavam sempre com cara fechada, a tripulação mais ESTRESSADA que já vi na minha vida, acho que é final de temporada, mas isso não justifica …. Agora o melhor: O navio ficou realmente a DERIVA por mais de 20 minutos, houve uma pane elétrica as portas corta fogo se fecharam, foi um tremendo corre, corre da tripulação o navio deu um 180 º e depois andou em S, e houve durante vários momentos cheiro muito forte de “queimado” um passageiro era Almirante de Esquadra da Marinha (reformado) e outros passageiros que possuem barcos, todos ficaram muito preocupados se aquela situação fosse nos Fiordes Chilenos ou no Rio da Prata poderia ter sido muito pior ….Depois um dos motores parece que foi pro saco, durante a viagem várias vezes o navio ficou em modo MANUAL ….. andava em S. Ficamos para atracar em Santos vendo o PORTO por mais de 6 horas, o desembarque que era as 9h00 só foi feito as 21h00, estavam esperando o navio esfriar os motores, caldeira sei lá … Foi uma roubada esse cruzeiro. Com a companhia IBEROJET Cruceros eu não viajo nunca mais …. Desci aliviado do Navio, acho que demorarei um pouco para fazer novamente um cruzeiro marítimo.
28/02/2008 às 17:19
Viajar alivia o estresse
O navio atrasou muito. Era para estar atracado às 9h e atracou às 18h, somente consegui entrar no Navio às 21:30hs.
Durante a espera no cais foi nos informado que o navio atracaria por volta das 15h, a CVC nos levou para almoçar em um restaurante, e avisou que bebidas alcoólicas, sucos e sobremesas não estavam incluso, tentei contestar dizendo que no nosso pacote era tudo incluso, más não adiantou nada.
Depois do restaurante o ônibus ficou andando pela cidade, para passar o tempo.
Retornamos ao cais e fomos informados que o navio atracaria às 16h.
Começaram rumores de falhas técnicas do navio, pessoas que aguardavam familiares que se encontravam no interior do navio para desembarcar, se comunicavam por celular e recebiam informações que ouve falhas na caldeira, geradores, cheiro de fumaça e o navio ficou andando em círculos; resolvi procurar um agente da CVC [sr. Danilo] e ele me informou que não havia nenhum problema e resolvi insistir um pouco mais pois não entraria no navio se houvesse mesmo essas falhas, sugeri que entrasse em contato com a tripulação e avisasse pelo sistema de alto-falantes do cais, não me retornou mais e nem apareceu mais no saguão.
Resolvi procurar algum agente portuário para me passar informações confiáveis, primeiro com a Policia Federal, que falou que não tinham nenhuma informação e disseram para pedir informações com a CVC, depois com a Concais que me informou para procurar a CVC, insisti com elas e contei o que tinha ouvido sobre falhas técnicas do navio e mesmo assim disseram que não tinham nenhuma responsabilidade e somente a CVC poderia nos informar os ocorridos.
Procurei um agente da Capitania dos Portos e fui informado pelos funcionários da recepção do saguão que não havia nenhum posto da capitania no cais.
Por volta das 18h o navio atracou e começou o desembarque dos passageiros, às 19h começou a se formar uma extensa fila para a retirada de cartões e gritos e vais ao setor de embarque por passageiros enfurecidos e estressados.
Conversei com um guarda portuário, que falou que o atraso se deu por causa do cantor Roberto Carlos que embarcaria para um show no Costa Mágica às 17h, e isso era prioritário ao cais.
Por das 20h foi liberado o embarque pro navio por uma escada improvisada ao Deck 3,
Consegui embarcar as 21:30hs.
Entrei no navio esperando uma taça de champanhe e um pedido de desculpas pelo atraso, mas ninguém da tripulação se manifestou.
Fui até nossa cabine e deixamos nossos pertences e saímos para conhecer o navio, passamos pelo restaurante e nos informaram que tínhamos horário para a janta ou ficaríamos sem, fomos jantar sem ao menos tomar banho e ainda por cima vem uma fotografa para registrar o momento.
Na nossa cabine estavam faltando toalhas de rosto, tapetes e até sabonete [ainda bem que levamos], o frigobar vazio e fique me perguntando como terá sido a limpeza da cabine.
Nesta noite o navio correu bastante, pois tinham que tirar o atraso.
Chegamos de manha em Búzios com chuva. O café da manhã foi muito bom e tivemos o privilégio de avistar vários grupos de golfinhos ao longo do percurso. Aproveitamos a manhã para conhecer o navio.
Por volta das 11h tivemos o treinamento com coletes salva-vidas, que no meu ver foi com um pouco de atraso, pois poderia ocorrer alguma emergência neste período, se bem que o treinamento é muito básico, mas a capitania dos portos deveria ficar sabendo disto.
O almoço no sistema de auto-serviço é bom, entretanto ficaram um pouco a desejar no quesito frutos do mar, acredito que quem vai a um cruzeiro tem em mente ao menos algum tipo de peixe ou frutos do mar e não tilápia.
Fomos ao continente para conhecer búzios, descem primeiro quem compra passeios de escuna dentro do navio que custam em torno de 45 dólares e depois quem vai apenas passear no continente ou opta por passeios de escuna diretamente com operadoras do local 35 reais. Voltamos ao navio para curtir os bares e tomar uma cervejinha e sucos, que para nossa surpresa não tinha chopes, pois não estava gelado e me servira uma Bavária [não tenho preconceito desta cerveja, mas pelo custo do cruzeiro achei que tivesse boemia e original] isso sem contar a demora no atendimento; tive que disputar no grito e o suco somente de caixinha eles não tem sucos naturais, achei um absurdo.
A noite antes do jantar teve a apresentação do comandante e tripulação que resolvi boicotar até o pedido de desculpas, que não veio. No jantar foi agradável o atendimento do restaurante é muito bom, pena que tem horários restritos para entrada e permanência, o que me desagrada muito também.
Cada vez ficava com mais saudade de casa, fui novamente à luta por minha cervejinha e achei um bar com chopes [foi o único da viagem] voltei em seguida e tinha acabado e depois de duas horas não tinha reposto o barril. Cheguei à conclusão que não vale a pena tudo incluso, pois eles não têm a menor motivação de servir algo que você que e servir bem, pois está pago. O dia seguinte se arrastou para mim, e tudo passou a me irritar inclusive o sistema de autofalante que ao invés de se desculparem, ficavam tentando vender passeios para sairmos do barco a todo instante.
Na ultima noite foi um balanço total, percebemos que a coisa ia ficar feia quando vimos vários sacos para vomito no saguão, elevador e escadas e resolvemos ir a cabine.
Chegamos ao cais às 9h e desembarcamos por volta das 11h com muitas reclamações de vários passageiros, e nenhum tripulante para despedida, quando estava entrando no saguão do cais é que ouvi o aviso para desembarcar com 80% das pessoas no cais.
Graças a Deus sobrevivi. Fui até a base da policia civil na delegacia do porto buscar uma cópia do BO que foi aberto na nossa partida, que por sinal foi o melhor atendimento de todo o passeio, rápido e eficiente.
Em resumo esta foi a pior viagem que já fiz na minha vida.
Não querendo desanimar ninguém, más se forem fazer um cruzeiro, evitem a CVC.
Nome: LUIS FERNANDO SETEM
Cidade: PIRACICABA S/P- BRASIL
Cabine: 3063 – Gran Voyager 23/02/2008 a 26/02/2008